Get to Know: Luiza Marinho.

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Idit

Para começar, como seus amigos te definiriam? 

Acho que, se fosse em uma palavra, falariam que eu sou criativa ou talvez autêntica. Mas, se fosse para aprofundar, trariam o meu lado sensível. Eu tenho essa sensibilidade de observar as pessoas além do que elas são: o que elas gostam, como se expressam, a forma como interagem com o mundo.

“Eu sempre sou muito observadora e através da minha sensibilidade eu consigo demonstrar para elas que eu percebi isso, que eu entendi isso, que eu captei isso, então acho que seriam esses três pontos, criativa, autêntica e sensível. “

Como foi sua trajetória e encontro com o Design? 

Sempre fui muito incentivada, desde pequena, pela arte, pelo sensorial, pelas experiências de criar. Fui muito livre para pensar, para imaginar, para brincar. Sou filha única e filha de pais jovens, então eu sempre era a única criança, o que aguçou ainda mais a minha criatividade.

Além disso, sou pisciana, vivo muito no mundo da lua e acredito que isso puxa muito o meu lado da imaginação e do imaginário.

Quando eu era pequena, minha avó lia para mim. E ela não lia qualquer livro antes de dormir: ela lia livros sobre pintores. Com quatro anos eu já sabia características e movimentos artísticos, quem era Van Gogh, quem era Toulouse-Lautrec, quem era Monet e a diferença entre Monet e Manet. Como uma boa criança da geração Z, sempre fui muito viciada no computador. Brincava muito no computador desde pequena e mexia no Paint.

Minha trajetória no design começou por osmose desde cedo. O desafio foi entender como isso faria parte da minha vida e da minha carreira, porque design é uma profissão recente e pouco incentivada no colégio. Tive a sorte de ter uma família que já trabalhava nessa área.

Quando entendi o que era o IDIT, o que minha família fazia, o que era design e o que era ser designer gráfico, tudo fez sentido. Senti que nasci para isso, que essa seria a minha profissão. Entrei na faculdade e me encontrei. Não era aquela criança que ia muito bem no colégio, mas fui muito bem na faculdade. Ali entendi que era o meu lugar. 

O que é Design para você?

Design, para mim, é tudo. Design é forma, é função, é estética, são os pequenos detalhes. Design é arte, é sentimento, é materializar o olhar, as memórias e as vivências em uma peça gráfica, em uma peça artística.

É uma profissão muito ampla, que se conecta com muitas coisas e muitas vertentes. Às vezes a gente nem percebe, mas tudo ao nosso redor foi pensado em termos de experiência e design: por que a cafeteira tem aquele formato, por que usamos o tênis com cadarços, por que um objeto funciona daquela maneira.

O design precisa ter sentimentos. Ele deve evocar algo dentro da gente, ser impactante, memorável, bater no coração.

 

Tem algum trabalho que você fez no IDIT que gostaria de destacar? 

Acho difícil escolher um filho favorito. Todos os trabalhos que fiz no IDIT eu amo. Eu me envolvi muito, mergulhei em cada projeto. Ser designer também é entender além do próprio know-how; é compreender o papel das pessoas envolvidas em cada negócio.

Às vezes, designer também é um pouco psicólogo. Faz parte entender as dores, medos, sonhos e percepções para conseguir materializar aquilo. Atuamos com sonhos, com desejos, com negócios, com carreiras. Isso vale tanto no branding empresarial quanto no place branding, transformando cidades e lugares onde as pessoas vivem, trabalham, investem.

Não tenho um trabalho específico para destacar, mas sim todas as vivências que esses projetos proporcionaram: conhecer lugares novos, empresários, pessoas, entender seus negócios. É isso que eu mais gosto no IDIT: a imersão profunda em tudo aquilo que criamos.

Como é conduzir um estúdio de Design familiar em Florianópolis?

Venho de uma família de mulheres muito fortes. Sempre admirei a minha mãe e minha dinda, que foram minhas maiores inspirações profissionais. Elas, por sua vez, se inspiraram em mulheres igualmente grandes, como minha avó e minha bisavó: guerreiras, batalhadoras, ousadas. Essa garra circula no nosso sangue.

“É uma característica da nossa família: mulheres que trabalham muito, que são mães, que são incansáveis. Está no nosso DNA. Estamos construindo o IDIT juntas e somos o complemento perfeito. Cada uma tem suas aptidões, sua bagagem, sua formação, e nos equilibramos como equipe e como família. Mesmo que isso não fique claro no primeiro contato, em algum momento sempre entregamos que somos família. Torcemos uma pelo sucesso da outra”.

Construir em Florianópolis é ainda mais especial. Floripa é nossa casa, nossa cidade natal, e estar na Cidade Criativa nos traz força.

Por último, tem alguma referência que gostaria de indicar?

Geralmente eu tenho um banco muito grande de referências, para dar um arroba, um nome, uma indicação. Sempre cito pessoas que me inspiram. Mas agora estou em um momento da vida em que busco inspiração no externo, não focada em um único nome, mas na natureza, no cotidiano, em filmes, revistas, livros.

Estou procurando criar a partir do real, trazendo meu olhar sensível para captar referências do mundo. Fica aqui um convite: para quem costuma se apoiar apenas em Pinterest, Instagram ou referências de uma pessoa só, olhar mais para o real, para o que conseguimos sentir com os cinco sentidos. É o que estou vivendo agora e tem sido muito positivo.

 

 

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Somos um estúdio criativo de design, branding, place branding e estratégia de comunicação, com sede em Florianópolis/SC e alcance global. Nosso foco é entregar projetos que superem expectativas, utilizando metodologias próprias para criar soluções autênticas e personalizadas.